Engenhos de Pernambuco correm o risco de desaparecer



Ninguém sabe, ao certo, o número de engenhos de cana-de-açúcar existentes em Pernambuco. O levantamento mais recente, feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), contabiliza 550 unidades nos municípios da área de influência de Suape – Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, Moreno e Escada – e mais 120 em 37 outros municípios.
Mas, os engenhos mapeados não encontram-se, necessariamente, de pé. Dos 550 na área de Suape, 40% estavam reduzidos a vestígios arqueológicos, afirma a arquiteta Vitória Andrade, da empresa Cardus Estratégias Projetuais, que participou do levantamento.
Inventário de Varredura do Patrimônio Material do Ciclo da Cana-de-Açúcar (Caminhos do Açúcar) faz um diagnóstico completo dos engenhos, com pesquisa histórica e iconográfica, mapa de localização, situação fundiária, fotos e descrição física de cada um deles.
A situação, agora, se modificou: Basta dizer que, no decorrer da pesquisa, o Engenho Morojó, em Nazaré da Mata, que estava inteiro, foi saqueado e destruído. E o Engenho São Bartolomeu, em Jaboatão, sucumbiu para dar lugar a um galpão.
Realizado no período de 2005 a 2010, o Inventário de Varredura do Patrimônio Material do Ciclo da Cana-de-Açúcar (Caminhos do Açúcar) faz um diagnóstico completo dos engenhos, com pesquisa histórica e iconográfica, mapa de localização, situação fundiária, fotos e descrição física de cada um deles.
A ideia inicial seria listar todos os exemplares, dos séculos 16 ao 19, para saber quantos chegaram aos dias atuais.
Caminhos do Açúcar resultou em 10 volumes, disponíveis na biblioteca do Iphan (Rua Oliveira Lima, 824, Soledade, Centro do Recife), e embasará a ampliação do número de unidades com tombamento federal. Só o Engenho Poço Comprido, em Vicência, é reconhecido como patrimônio nacional. diz ele.
Poço Comprido foi tombado em 1962 e só agora, 52 anos depois, Pernambuco pode ter o segundo engenho protegido pela União. O processo de tombamento do Engenho Gaipió, em Ipojuca, município do Grande Recife, está tramitando no Iphan, mas não é resultado desse levantamento. “O assunto já vinha sendo tratado antes”, esclarece Frederico Almeida.
A pesquisa localizou os 120 engenhos listados no PPSHI (de resquícios arqueológicos a conjuntos completos), agora georreferenciados.


Fonte: JC On Line

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